segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Questões

Após alguns dias de ausência, deparo-me com alguma surpresa que os comunicados do Município de Gavião, passaram dos habituais ataques "ad hominem" à pessoa do vereador da oposição, para a colocação de informação factual sobre o endividamento da autarquia, sobre transferência de verbas.
Esta melhoria contrasta com a aparentemente inenarrável descrição de como este executivo autárquico se tem comportado perante os seus munícipes. Facilmente se podiam culpar os eleitores pela ausência de um real escrutínio fora dos ciclos eleitorais, mas a legitimidade eleitoral é um princípio intocável. No entanto, tal não invalida que uma pessoa se questione como é possível que sem pudores um Presidente eleito insulte em comunicado um vereador, ou se escuse a esclarecer um munícipe alegando desconhecimento, ou se dê a primazia a alguns munícipes só pela proximidade partidária, ou se gastem quase 0,5 milhões de euros em museus, não estando a totalidade do concelho coberta por uma rede de saneamento básico funcional, ou excluindo a VALNOR que teve um tratamento privilegiado, o que pretende o município fazer da Zona Industrial de Gavião, são questões como estas que por ora ficam sem resposta mas que não esqueço…

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

ORÇAMENTO BASE ZERO

A novela chamada Orçamento de Estado continua, a esta hora avolumam-se os jornalistas à espera do tão anunciado Orçamento de Estado, o que nos espera?? A resposta é simples estrangulamento económico, mais desemprego, aumento asfixiante dos impostos e o despesismo do costume. A discussão se o orçamento é o necessário, mau ou péssimo é fútil, o orçamento que Portugal realmente necessita é o Orçamento Base ZERO.

Orçamento de Base Zero
O que é?
É um orçamento elaborado, não com base nos valores do orçamento do ano anterior - como os actuais - mas com base em auditorias efectuadas aos 13,740 organismos do estado com o objectivo de justificar as despesas apresentadas, os vencimentos pagos, e em ultima análise a própria existência de alguns desses organismos, cujas competências se sobrepõem e atropelam.


Quanto tempo é preciso para o realizar?
Estima-se que um ano seria suficiente, mas face ao estado calamitoso da despesa publica, e do uso que se faz dela, e tendo em conta as 13,740 instituições que usufruem do orçamento do estado e as respectivas barreiras que os auditores / inspectores iriam encontrar, não creio ser possível menos de 2 anos, embora 3 anos seria o prazo realizável mais realista.


Se este processo fosse iniciado em Janeiro de 2011, qual seria o primeiro orçamento anual de base Zero passível de ser apresentado na sua totalidade com base nesta forma de orçamentação?
Provavelmente o orçamento de 2014, embora em 2013 já se pudessem implementar algumas orientações / recomendações entretanto concluídas.


Quais os benefícios e porque razão ou conjunto de razões não se realiza um processo de orçamentação de base zero pelo menos de 10 em 10 anos?
Os benefícios resultam claros, dado que as auditorias independentes a realizar aos diversos organismos do estado com o objectivo de condicionar o seu orçamento futuro, têm impacto real na vida das instituições, ao contrário das conclusões e recomendações á posteriori emitidas pelo tribunal de contas, ás quais ninguém liga nenhuma, porque o dinheiro já foi gasto.


O conjunto de razões que têm impedido o estado de realizar um orçamento de base zero no mínimo de 10 em 10 anos, prende-se quase exclusivamente com a falta de interesse em controlar os gastos do estado, pois isso impede a alimentação de clientelismos partidários, e da miríade cargos ( desde o estado central ás autarquias ) atribuídos com critérios exclusivamente familiares, sejam partidários, sejam de consanguinidade.


É possível controlar efectivamente a despesa publica a médio longo prazo, sem se iniciar um processo deste tipo?
Com seriedade, não. Não é possível controlar a despesa pública, a médio longo prazo, pois todas as medidas tomadas são de curto prazo e tendem sempre para o lado mais frágil, ou seja para o aumento dos impostos e a redução da despesas publica através do corte de benefícios á classe média alta, média e média baixa, como já se verifica.


Porque é que o Tribunal de Contas, não tem competências para fazer este tipo de auditorias a qualquer momento?


Teoricamente porque as suas competências não lhe o permitem. Na prática porque não existe vontade politica para que isso aconteça, porque os nossos responsáveis políticos passariam a poder ser confrontados com as consequências das suas «opções financeiras» em qualquer momento, e logo iriam alegar um excesso de controlo financeiro do dinheiro público, ou -melhor ainda -  um «atropelo à governação».


No entanto todos sabemos que sem um controlo real & efectivo do dinheiro público, os governos tendem a ser generosos com a sua «base democrática de apoio», seja qual for a cor partidária do mesmo.


Quem pode decidir a elaboração de um orçamento de base zero?
O governo, em conselho de ministros.


http://www.facebook.com/pages/A-favor-do-Orcamento-de-BASE-ZERO/155954267758968?v=wall

O pouco de musica para descontrair.

Corria o distante ano de 1999, e esta preciosidade surgir pelos ORNATO VIOLETA, no álbum O Monstro Precisa de Amigos. O Rato que RUGE também procura amizades e excepcionalmente vai permitir a publicação de comentário livres de edição neste blog, disponibiliza também o mail no perfil para aqueles que pretenderem colaborar com este blogger enviando textos ou assuntos que queiram ver abordados. A única regra é  a educação, podem concordar ou discordar desde que o façam com elevação, caso contrário serão simplesmente sonegados.   

Eles comem tudo - rectificação

Contrariamente ao mencionado no post de ontem o Município de Gavião tem uma posição conhecida relativamente á introdução de portagens na A23 - SCUT Beira Interior, é só ler do GAP e aguuuardar......

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Eles comem tudo...

Este é um artigo de opinião publicado ontem no JN, transcreve-se, para "acordar" consciências, relembramos que em 2011 este governo quer cobrar portagens na A23, alguém conhece a opinião do dignissimo presidente da câmara de Gavião?! Conhecemos a posição da Câmara?? Este assunto foi ou está na agenda politica municipal?? Haverá a chance ainda que remota do sr. presidente Federação Distrital do PS de Portalegre, aquando de alguma entrevista de ocasião nos dar a conhecer a sua posição.
Aguardamos, pois cremos que um comunicado sobre este assunto seria bem mais importante que as "birras", sobre o andamento de obras e opiniões pessoais sobre a oposição, "Jorge", venha lá essa "maior proximidade e um espirito mais reinvidicativo...", mas para assuntos que interessem mesmo ao povo.

Eles comem tudo - JNpor Paulo Morais

"A cobrança de portagens nas SCUT, ao ser implementada apenas no Norte do país, é claramente inconstitucional. Tratando de forma diferente os cidadãos, discriminando-os por razões de ordem regional, o Governo viola assim o artigo 13.º da Constituição e faz desta letra morta. Mas esta nova taxa é sobretudo imoral. Ao longo dos anos, sucessivos governos garantiram-nos que as SCUT seriam pagas inicialmente por fundos europeus, mais tarde através de uma componente do imposto sobre produtos petrolíferos e, bem mais recentemente, em 2005 e já com Sócrates, com as receitas provenientes do aumento do IVA. De mentira em mentira, até hoje. Continuam a esconder-nos que o contrato celebrado é ruinoso, pois garante às concessionárias rentabilidades da ordem de 14% e permite ainda, nos próximos anos, um crescimento das tarifas muito para além da inflação.
Este calamitoso negócio para o Estado só tem paralelo com o modelo de financiamento da dívida pública, com recurso a juros usurários da ordem dos seis por cento. O Governo poderia colocar dívida no mercado interno, através de títulos do Tesouro, desde que estes fossem remunerados de forma atractiva. Mas não, opta por recorrer a empréstimos junto dos bancos, pagando-lhes juros de seis por cento, quando aqueles se financiam junto do Banco Central Europeu a um por cento. A consequência imediata é a de que, por causa dos juros, o défice se agrava exponencialmente. E, além disso, escasseia o financiamento para as empresas. Seca-se assim o investimento privado, provocando uma recessão na economia.
Os donos do regime, bancos e construtoras, exultam. Para garantir ao sector financeiro o negócio chorudo e sem risco que é o de financiar o Estado, aumenta-se o IVA e reduzem-se os salários a centenas de milhares de portugueses. Para satisfazer a gula das construtoras, aplicam-se novas portagens. Para alimentar estes peixes grandes, como diria o Padre António Vieira, "são precisos muitos peixes pequenos"...."