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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Uma Ilha chamada Madeira

O Vice-Rei da Madeira, perdão o Dr. Alberto João Jardim apresentava-se como um “tipo porreiro”, que dava para além das passeatas no corso carnavalesco da Ilha, emprego e nível de vida europeu aos madeirenses, dinheiro aos clubes de futebol (onde é que já vimos isto) e ainda porrada nos “cubanos do contenente” que tentavam roubar a Madeira por inveja do desenvolvimento alcançado e da “poncha” genuinamente madeirense. Só não dizia que o dinheiro não era da região, que gastava muito mais do que o valor das receitas do Governo Regional e que as dívidas públicas também têm de ser pagas, nem sempre pelos outros, que já não estamos na era dos Vice-Reis, agora a moeda é “des”controlada por Bruxelas.

A culpa, não foi só do Dr. Alberto, os órgãos competentes para fiscalizar as contas do Governo Regional da Madeira, não o faziam, porque os seus membros não se queriam incomodar ou porque também estavam comprometimentos.

A fiscalização do IGAI também não funciona. Ninguém se quer aborrecer ou expor a receber pedradas nos seus telhados de vidro.

A nível local, nas Câmaras Municipais, o estilo da conduta política dos seus presidentes mais bem sucedidos é idêntico: obras desnecessárias, endividamento galopante, empregos para comprar favores e influências, promiscuidade, má educação, arrogância, reivindicação de mais dinheiro junto do governo central, etc. O povo gosta e aplaude (até sofrer as consequências, para alguns vem na forma de despromoção e desconto no vencimento, mais para todos como aumento de impostos)…

Reflectindo sobre a evolução da crise, devemos perguntar; Averiguámos nos locais certos como vão as contas das autarquias e das suas empresas municipais ou intra-municipais, incluindo aquelas onde o capital social não é todo público?

Que fazemos ou fizemos nós para evitar ou travar certas condutas esbanjadoras e de favorecimento e para exigir responsabilidades?

terça-feira, 22 de março de 2011

Portugal hoje! e amanhã??...

Com a crise politica à porta, um primeiro ministro claramente incompetente e teimoso que teima em afundar ainda mais as finanças públicas, no pântano criado pelos seus últimos 6 anos de des-governação. Como muitos, O Rato que Ruge vaticina que os dias deste governo desastroso estão contados, e que os discursos agora histéricos de apelo à responsabilidade e à continuidade, depressa serão substituídos por discursos de mobilização às hostes dos partidos face às eleições que terão de se realizar logo que possível. Face às medidas já anunciadas e perante o descalabro económico que se avizinha (isso sem se conhecerem os verdadeiros valores do défice das contas públicas, há por aí muita engenharia de contas públicas e muito défice encapuzado), o Rato deixa um reportagem duma cadeia brasileira sobre como funciona o parlamento na Suécia, um país com outros índices, outra cultura, outros governantes e outros ratings. Só uma nota, estranhamente, nenhuma reportagem idêntica passou em Portugal, os médias têm realmente levado o “sr. Engenheiro” ao colo. Talvez, com verdadeiras poupanças, o eliminar de despesas supérfluas, e nos luxos da classe politica e na administração pública este país possa vir a ser aquilo que realmente têm potencialidade para ser.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Afinal, o fim da acumulação de pensões com salários é para todos

In Público de 4.11.2010
"Os deputados, autarcas, ex-políticos a receber subvenções vitalícias, médicos, magistrados, gestores de empresas públicas e outros reformados que a 1 de Janeiro de 2011 estejam a acumular uma pensão com um salário na função pública terão de prescindir de uma das remunerações. A decisão foi transmitida ontem pelo Governo aos sindicatos, pondo fim a um folhetim de avanços e recuos que durava desde o início de Outubro.

Ninguém escapa. O fim da acumulação de salários com pensões afectará todos os que estiverem a receber um salário pago por uma entidade, organismo ou empresa pública e, ao mesmo tempo, uma pensão suportada pela Caixa Geral de Aposentações, por fundos de pensões ou pela Segurança Social. Todos terão que prescindir ou do salário ou da pensão ou, no caso dos ex-titulares de cargos políticos, da subvenção vitalícia. É o acontecerá a Cavaco Silva, caso seja reeleito para a Presidência da República em Janeiro..."

Esta medida que já foi anunciada, depois desmentida e agora reconfirmada,demonstra que ainda existe alguma esperança, neste despudor fruto do pós 25 de Abril de 1974, urgia o término destas mordomias, resta saber se haverá coragem para que a medida seja efectivamente aplicada.

Há por aí algumas gentes que discordarão...

* Diário da República, 2.ª série — N.º 130 — 8 de Julho de 2009 pág. 26671
* Diário da República, 2.ª série — N.º 109 — 5 de Junho de 2009 pág. 22721